
Nos sistemas de climatização e refrigeração comercial e industrial, a válvula de expansão na refrigeração desempenha um papel fundamental. Afinal, esse dispositivo é o responsável direto por controlar o fluxo de fluido refrigerante que entra no evaporador, garantindo o controle adequado do superaquecimento do sistema.
Além disso, a passagem do fluido pelo orifício da válvula provoca uma queda brusca de pressão. Esse processo técnico é conhecido como expansão e resulta no resfriamento do fluido antes que ele chegue ao evaporador.
Válvula de expansão termostática: funcionamento e aplicação
Em primeiro lugar, a válvula de expansão termostática é um dos modelos mais amplamente utilizados em sistemas de refrigeração e climatização de médio e grande porte. Desde a sua criação, essa tecnologia se destaca pela confiabilidade operacional em diversas aplicações industriais e comerciais.
No modelo exibido acima, temos uma válvula de expansão termostática com equalização externa. Esse tipo específico é recomendado para situações em que o evaporador apresenta uma grande perda de carga ao longo da operação.
Por sua vez, o orifício interno da válvula é o componente responsável por restringir a passagem e gerar a queda de pressão necessária para o ciclo térmico:
Como selecionar a válvula de expansão corretamente?
Para garantir o bom funcionamento de qualquer sistema térmico, é indispensável selecionar a válvula correta. Para isso, os técnicos e engenheiros avaliam quatro parâmetros essenciais:
- Temperatura de evaporação: Determina o ponto de troca de calor no ambiente refrigerado.
- Temperatura de condensação: Define a pressão e a rejeição de calor na etapa de condensação.
- Capacidade frigorífica do evaporador: Indica a demanda térmica total que o equipamento precisa suprir.
- Tipo de fluido refrigerante: Garante a compatibilidade química e mecânica dos componentes do sistema.
Portanto, o dimensionamento correto evita falhas graves de rendimento e protege o compressor contra o retorno de fluido líquido.
Válvula de expansão eletrônica: máxima precisão e eficiência energética
Atualmente, os projetos corporativos e industriais buscam atingir níveis cada vez maiores de eficiência energética. Nesse cenário, a válvula de expansão eletrônica ganha destaque por oferecer um controle extremamente preciso do superaquecimento.
Estruturalmente, a válvula eletrônica é composta por uma bobina e pelo corpo da válvula. Para operar com exatidão, um gerenciador eletrônico recebe dados constantes de um transdutor de pressão de evaporação e de um sensor de temperatura instalado na linha de sucção.
Consequentemente, com base nesses dados em tempo real, a válvula eletrônica abre ou fecha na medida exata exigida pela carga térmica do momento. Dessa forma, ela reduz o consumo de energia e otimiza a operação do equipamento.
Qual é a melhor escolha para o seu sistema?
Em resumo, ambas as tecnologias entregam um resultado satisfatório para o controle do fluxo frigorífico. Contudo, a versão eletrônica tende a apresentar uma performance superior devido à sua velocidade de resposta e controle preciso de parâmetros.
Além da escolha dos componentes adequados, lembre-se de que a manutenção periódica e o acompanhamento do PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle) são fundamentais para preservar a vida útil do seu sistema de refrigeração.
Quer ver na prática como funciona a operação dessas válvulas? Assista ao nosso vídeo explicativo no canal da Valttec no YouTube.
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